Merenda escolar incentiva alimentação saudável

Por Secretaria de Governo e Comunicação
23/02/2017 13:09
Ao entrar no CEI Vovó Brandina, no Centro de Araquari, próximo das 11h, o cheirinho bom de comida toma conta do ambiente. Na cozinha, as merendeiras já estão finalizando o almoço. O cardápio do dia contempla arroz, feijão, carne moída, abóbora e vagem. No refeitório, as crianças lavam as mãos, enquanto os pratos são feitos. 
 
As nutricionistas da Secretaria de Educação de Araquari, Viviane Tonon e Bárbara Emília Vázquez, explicam que os pratos são montados para estimular as crianças a se alimentarem de maneira adequada. “Dessa forma elas são apresentadas a vários tipos de alimentos. Mesmo que elas falem que não gostam de alguma verdura ou salada, às vezes quando olham os coleguinhas comendo, ficam com vontade e provam também”, explicam Viviane.
 
A montagem dos pratos é só uma das estratégias para incentivar a alimentação saudável. Em Araquari, mais de 4.400 alunos da rede pública municipal, de nove escolas e 13 centros de educação infantil, recebem todos os dias, alimentos diferenciados que incluem carnes, peixes, feijão, hortaliças, vegetais, e frutas. “Nós elaboramos o cardápio pensando em fornecer aos alunos cerca de 70% das necessidades nutricionais para as crianças das creches e de 20 a 30% para os alunos das escolas”, fala Bárbara.
 
A alimentação que deve ser contemplada na merenda é orientada pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, como o valor calórico diário. Entretanto, a escolha dos produtos é feita diretamente pelas nutricionistas. A inclusão de produtos integrais é um exemplo. Atualmente, o cardápio, tanto das escolas, como das creches, inclui arroz, macarrão, bolacha e pão integral. Além desses produtos, as nutricionistas optam também por itens com corantes naturais, como as gelatinas. “Essas escolhas são feitas para estimular uma alimentação de qualidade e hábitos mais saudáveis. Para prevenir doenças crônicas não transmissíveis.”
 
Os cardápios levam em conta também as idades das crianças. Ao todo, são seis diferentes tipos. Tem cardápios específicos para bebês de quatro a seis meses, de seis a oito meses, de oito a dez, de dez meses a um ano. E ainda para os que estão no berçário II a pré-escola I e um cardápio para as escolas. “O cardápio dos bebês é adaptado a consistência para cada idade. Crianças com até oito meses não podem comer feijão, nem o caldo, por exemplo.”
 
A merenda escolar é diferenciada também para as crianças com restrições alimentares. No ano passado, 24 alunos foram atendidos com dietas específicas. “São crianças com intolerância a lactose, outras a proteína do leite, com diabetes ou com alergia a proteína do ovo. Essas crianças recebem alimentação diferenciada.”
 
Viviane ainda explica que, nessas situações, os pais das crianças devem apresentar uma declaração assinada por um especialista expondo qual a doença e restrição da criança. “A declaração para uma dieta diferenciada deve ser sempre atualizada. Por que as crianças estão em fase de crescimento, e as vezes elas desenvolvem intolerâncias que com o passar do tempo são superadas.”
 
Em Araquari, são investidos anualmente cerca de R$1,6 milhão na merenda escolar. Desse valor, mais de R$1,2 milhão são recursos próprios. Os outros R$460 mil são enviados pelo Governo Federal, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 
 
Desde 2009, 30% do valor enviado pelo Governo Federal deve ser investido na agricultura familiar. Em Araquari, 21 produtos fornecem alimentos para a merenda. Ao todo 33 itens que saem das produções da cidade direto para as creches e escolas. 
 
Contato para a imprensa:
Maiara Carvalho
Diretora de comunicação
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